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Raízen

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Raízen
Razão socialRaízen S.A.
Empresa de capital aberto
CotaçãoB3: RAIZ4
AtividadeEnergia
Fundação2011 (15 anos)
SedeRio de Janeiro, RJ, Brasil[1]
Área(s) servida(s) Mundo
Proprietário(s)
Pessoas-chaveNelson Roseira Gomes Neto (CEO)[2]
Empregados45 417 (2023)[1]
ProdutosEtanol, açúcar, energia elétrica e distribuição de combustíveis
DivisõesRaízen Lubrificantes
LucroBaixa R$ 614 milhões (2023)[3]
LAJIRBaixa R$ 7.92 bilhões (2023)[3]
FaturamentoBaixa R$ 220 bilhões (2023)[1][3]
Websitewww.raizen.com.br

A Raízen é uma empresa integrada de energia brasileira, com presença nos setores de produção de açúcar e etanol, distribuição de combustíveis, geração de energia renovável e lubrificantes.

É a principal empresa no setor sucroalcooleiro do país, sendo a maior fabricante de etanol de cana-de-açúcar do Brasil e maior exportadora individual de açúcar de cana no mercado internacional.

Atualmente, opera uma rede de mais de 8,1 mil postos Shell e cerca de 1,7 mil lojas de conveniência na Argentina, Brasil e Paraguai, emprega 46 mil funcionários e cultiva cerca de 1,3 milhão de hectares de cana-de-açúcar.[1][4][3]

No dia 10 de março entrou com pedido na justiça de São Paulo de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de 65,1 bilhões de reais.[5] No dia 13 de março, a justiça de São Paulo aceitou o pedido, e a Raizen terá 180 dias de suspensão de todas as ações, juros e demais encargos para renegociar suas obrigações.[6]

Histórico

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A Raízen é uma joint venture, criada a partir da união de parte dos negócios da Shell e da Cosan em 2011.[7][8][4] O nome surgiu da junção das palavras "raiz" e "energia", referenciando o setor açucareiro e o mercado de energia, origens da companhia.[8][4]

O nome Raízen surgiu da junção das palavras “raiz” e “energia”, em referência à origem da companhia no setor sucroenergético e à sua atuação no mercado de energia.

As unidades da Cosan responsáveis pelas atividades de produção de açúcar e etanol e cogeração de energia foram integradas na nova empresa.[7] A empresa assumiu também as operações de distribuição e comercialização de combustíveis, no mercado B2B e B2C, sendo responsável por uma rede de postos de serviços e bases de abastecimento em aeroportos do país.[9]

Suas atividades abrangem todas as diferentes etapas de produção, como: cultivo da cana-de-açúcar; fabricação de açúcar e etanol; cogeração de energia; logística; transporte, distribuição, exportação e varejo de combustíveis por meio dos postos de serviço e lojas de conveniência que atuam sob a marca Shell, no Brasil, na Argentina e no Paraguai.[10][11]

Em 2016, a Raízen ampliou os investimentos em projetos de longo prazo, financiados majoritariamente com dívida. Entre os focos, a expansão da produção de etanol de segunda geração (E2G) e outras frentes de energia, como geração solar e produção de biogás.[8]

Em outubro de 2018 a Raízen concretizou a aquisição dos ativos de refino e distribuição de combustíveis da Shell na Argentina, marcando o início de seu processo de internacionalização. A empresa também entrou no mercado do Paraguai.[4][12]

Em 2019, iniciou a operação da primeira planta de energia solar, começou a construir de uma unidade de produção de biogás e aperfeiçoou a tecnologia da unidade de etanol de segunda geração, além de aumentar os investimentos no Pulse, seu hub de inovação fundado em 2017.[13][14][15] No mesmo ano, foi considerada uma das empresas que os brasileiros mais sonham em trabalhar, segundo pesquisa realizada pelo Linkedln.[16]

Em 2021, foi listada na Forbes Agro100 como a segunda maior empresa do agronegócio brasileiro, com receita estimada em R$ 120 bilhões.[17]

A companhia entrou com pedido de recuperação extrajudicial na Comarca da Capital de São Paulo em março de 2026,[18] buscando reforçar o caixa e reestruturar a dívida que soma cerca de R$ 65,1 bilhões, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo.[19] O pedido é um reflexo do aumento do endividamento e da demora no retorno dos investimentos em projetos ligados à transição energética.[8]

A estratégia para recuperação inclui retomar o foco nas atividades centrais da companhia, como a produção de açúcar e etanol e a distribuição de combustíveis e lubrificantes, a venda de ativos e a saída de operações menos ligadas às principais do negócio.[8]

Em relação às certificações, a empresa conta com 21 de 26 unidades com certificação Bonsucro — a maior área certificada no planeta segundo o Relatório Anual 2018–2019 da companhia —, uma exigência da União Europeia (UE) para exportadores de etanol, além de duas plantas em conformidade com o International Sustainability and Carbon Certification (ISCC).[12]

Áreas de atuação

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Vista da Usina Costa Pinto, em Piracicaba, fábrica que produz açúcar, etanol e álcool.

Produção de açúcar

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A Raízen é a maior exportadora individual de açúcar no mercado internacional, com produção anual de cerca de 59,7 milhões de toneladas de cana moída. A empresa produz todos os tipos de açúcares do mercado. Desde açúcares líquidos, refinados e cristais até orgânicos e o VHP (Very High Polarization), açúcar destinado à exportação.[carece de fontes?]

Produção de etanol de primeira geração

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A empresa é a principal fabricante de etanol de cana-de-açúcar do Brasil e uma das maiores do mundo, com um volume anual de 19 bilhões de litros. Seus produtos são distribuídos tanto para o consumidor final (por meio da rede de postos Shell) quanto para clientes industriais.[carece de fontes?]

Produção de etanol de segunda geração

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Planta de etanol de segunda geração.

Em novembro de 2014, a Raízen iniciou a operação de sua primeira planta industrial para a fabricação do etanol de segunda geração[20] em escala comercial. A unidade, localizada em Piracicaba (SP), produziu 16,5 milhões de litros de E2G no ano-safra (2018–2019).[21][22]

O biocombustível é gerado a partir da palha e do bagaço da cana-de-açúcar, subprodutos do processo tradicional[23] de fabricação de etanol e açúcar. Dessa forma, é possível aumentar a produção em cerca de 50% sem a necessidade de ampliar as áreas cultivadas. Segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE), o etanol convencional da cana-de-açúcar é capaz de reduzir, em média, 89% da emissão de GEE se comparado à gasolina.

Além disso, em 2019, a Raízen também começou a fornecer E2G para o grupo Boticário. O E2G faz parte da formulação dos itens de perfumaria da nova linha Nativa SPA Divine Caviar e de quem disse, Berenice?, tornando-se os primeiros produtos cosméticos do mundo a trazer em sua composição um etanol de segunda geração com menor impacto às mudanças climáticas, quando comparado ao etanol tradicional de mercado.[24]

Em outubro de 2020, a Raízen inaugurou sua primeira planta de biogás, produzido a partir de resíduos do processo industrial da cana-de-açúcar. A empresa já tem uma segunda planta de biogás em construção, a primeira que será dedicada a produção de biometano — uma alternativa sustentável ao gás natural e ao GLP. O biogás pode ser convertido tanto em eletricidade quanto em gás biometano.[carece de fontes?]

Comercialização e cogeração de energia

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A Raízen utiliza o vapor produzido pela queima da biomassa da cana (bagaço, palha e folhas) como fonte de energia térmica e mecânica. O calor obtido é utilizado para processos de tratamento e evaporação do caldo e destilação do etanol. A movimentação do vapor de água possibilita o acionamento de picadores, desfibradores e moendas, além das turbinas produtoras de eletricidade.[25]

Em 2019, a empresa também iniciou a operação da primeira planta de energia planta solar fotovoltaica, apta a comercializar energia nas regiões de Piracicaba (SP) e Campinas (SP). Também começou a construção de uma planta de biogás, que usa resíduos industriais para geração de energia elétrica.[26]

Todas as usinas são autossuficientes em energia elétrica a partir da biomassa, com uma capacidade total instalada de 1 GW. Além disso, a empresa comercializa 2,8 milhões de MWh de energia por ano, em parceria com a parceria da WX Energy.[carece de fontes?]

A comercialização de energia é feita a partir da Geração Distribuída — energia gerada em usinas solares espalhadas pelo Brasil e, então, injetada na rede elétrica.

Eletromobilidade

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Em junho de 2022 a Raízen inaugurou seu primeiro eletroposto, posto com estação de recarga para veículos elétricos com a solução Shell Recharge em São Paulo.[27] Toda energia utilizada é de origem 100% limpa e renovável, certificada pelo I-REC Standard, sistema global de rastreamento de atributos ambientais de energia.

Com carregadores de 50kW e 150kW, as estações Shell Recharge podem abastecer veículos elétricos em até 35 minutos.[carece de fontes?]

Distribuição de combustíveis

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Além de ser uma das principais distribuidoras de combustíveis do Brasil, em 2019, a Raízen também adquiriu os ativos da Shell na Argentina, somando à estrutura da empresas uma rede com 665 postos.[28] Em 2021, a Raízen também adquiriu 50% da maior distribuidora de combustíveis do Paraguai e, assim, somou mais 350 postos paraguaios com a bandeira Shell.[29]

A Raízen conta com mais de 70 terminais de distribuição e comercializa aproximadamente 25 bilhões de litros de combustível ao ano para mais de 5000 clientes no segmento B2B. Também está presente ainda em mais de 70 aeroportos, onde distribui o combustível para aviação comercial e executiva. Além de abastecer a rede de mais de 7 900 postos de serviço entre os três países.[carece de fontes?]

Lubrificantes

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Em 2022, a Raízen fez a aquisição do negócio de lubrificantes da Shell no Brasil, criando a Raízen Lubrificantes. Com isso, a empresa oferta produtos para mais de 50 mil clientes industriais e comerciais, além de 50 milhões de consumidores atendidos em sua rede de postos.[30]

Proximidade

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No segmento de proximidade e conveniência, a Raízen tem o Grupo Nós, joint venture entre a Raízen e a Femsa Comercio, atuando com as marcas Shell Select, em lojas de conveniência e OXXO, para mercados de proximidade. Totalizando mais de 1,7 mil lojas e mercados nesses segmentos.

Esse foi o marco da entrada da OXXO no mercado brasileiro.[31]

Patrocínios

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Seguindo a tradição da Shell no automobilismo, a Raízen está presente na Stock Car, patrocinando a equipe Shell Racing e os pilotos Atila Abreu e Ricardo Zonta. A marca foi patrocinadora oficial da categoria nas temporadas de 2012 a 2014.

Em 2015, a Raízen investiu na criação da Academia de Pilotos Shell Racing. A iniciativa reúne novas promessas do automobilismo nacional para concorrer em categorias como Super Kart Brasil e Brasileiro de Turismo.[carece de fontes?]

Fundação Raízen

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A empresa mantém a Fundação Raízen, uma iniciativa para integrar e capacitar comunidades próximas às regiões de atuação da Raízen. São feitas parcerias com prefeituras, secretarias e instituições para oferecer cursos de pré-aprendiz e capacitação profissional a adolescentes e jovens.[carece de fontes?]

Ver também

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Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 «Relatório da Administração e Demonstrações Financeiras Ano-Safra 2023'24». Raízen RI. Consultado em 25 de fevereiro de 2025
  2. «Conselhos, Diretoria e Comitê». Raízen RI. Consultado em 26 de fevereiro de 2025
  3. 1 2 3 4 «Relatório de Resultados Ano-Safra 2023'24». Raízen RI. Consultado em 25 de fevereiro de 2025
  4. 1 2 3 4 «Conheça a Raízen, empresa que opera os postos Shell no Brasil e pediu recuperação extrajudicial». g1. 11 de março de 2026. Consultado em 11 de março de 2026
  5. «Raízen e GPA pedem recuperação extrajudicial; entenda as diferenças entre os processos». G1. Globo. 11 de março de 2026. Consultado em 15 de março de 2026
  6. «Raízen tem pedido de recuperação extrajudicial deferido na Justiça». CNN Brasil. 13 de março de 2026. Consultado em 15 de março de 2026
  7. 1 2 «Cosan e Shell criam Raízen; marca Esso sumirá dos postos». G1. 14 de fevereiro de 2011. Consultado em 4 de março de 2023
  8. 1 2 3 4 5 Colaço, Janize (11 de março de 2026). «Expansão, dívida alta e resultados em queda: entenda a crise da Raízen». g1. Consultado em 11 de março de 2026
  9. «IPO da Raízen visa acelerar crescimento da joint venture de energia renovável da Shell no Brasil». www.shell.com.br. Consultado em 20 de janeiro de 2022
  10. «Raízen estreia na B3 distante dos múltiplos de renováveis». Valor Econômico. Consultado em 20 de janeiro de 2022
  11. «Raízen (RAIZ4)». InfoMoney. Consultado em 20 de janeiro de 2022
  12. 1 2 «Raízen assume rede de postos e refinaria da Shell na Argentina». Valor Econômico. 2 de outubro de 2018. Consultado em 26 de fevereiro de 2025
  13. «Conheça as 8 empresas do setor sucroenergético que estão entre as 50 maiores da Forbes». Consultado em 20 de janeiro de 2022
  14. «Pulse, hub de inovação da Raízen, lança chamada pública para startups do segmento de energia | Cana Online». www.canaonline.com.br. Consultado em 20 de janeiro de 2022
  15. Digital, Base. «Pulse, hub de inovação da Raízen, completa dois anos e expande suas áreas de atuação». www.raizen.com.br. Consultado em 20 de janeiro de 2022
  16. «Top Companies 2019: onde os brasileiros sonham trabalhar». pt.linkedin.com. Consultado em 26 de fevereiro de 2025
  17. «Veja a lista das 100 maiores empresas do agronegócio do Brasil». Forbes Brasil. 17 de janeiro de 2022. Consultado em 20 de janeiro de 2022
  18. «Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial por dívidas de R$ 65,1 bilhões». Correio do Povo. 11 de março de 2026. Consultado em 11 de março de 2026
  19. Santos, Micaela (11 de março de 2026). «Com R$ 65,1 bilhões em dívidas, Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial». g1. Consultado em 11 de março de 2026
  20. «Etanol de segunda geração | Raízen». Raízen. Consultado em 7 de setembro de 2025. Arquivado do original em 24 de junho de 2017
  21. Scaramuzzo, Mônica. «Raízen planeja investir R$ 2,5 bi em etanol de 2ª geração». Exame. Consultado em 26 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 11 de março de 2016
  22. «Raízen divulga relatório de desempenho na safra 2018/19». UNICA. 27 de junho de 2019. Consultado em 7 de setembro de 2025. Arquivado do original em 27 de março de 2020
  23. «Etanol de primeira geração». Raízen. Consultado em 26 de janeiro de 2016
  24. Vivian Tiemi (2 de maio de 2019). «Raízen passa a fornecer E2G ao Grupo Boticário». ceisebr. Consultado em 7 de setembro de 2025. Arquivado do original em 27 de março de 2020
  25. «Raízen - Ibaté». Unica. Consultado em 7 de setembro de 2025. Arquivado do original em 20 de setembro de 2017
  26. «Raízen inaugura sua primeira planta piloto de Energia Solar em Piracicaba». Canal Bioenergia. 5 de junho de 2019. Consultado em 7 de setembro de 2025
  27. «Raízen inaugura primeiro eletroposto Shell Recharge em SP». R7.com. 13 de junho de 2022. Consultado em 2 de setembro de 2022
  28. «Quem Somos». Raízen. Consultado em 7 de setembro de 2025. Arquivado do original em 27 de março de 2020
  29. «Raízen adquire 50% da maior distribuidora de combustíveis do Paraguai». Valor Econômico. Consultado em 2 de setembro de 2022
  30. «Raízen finaliza aquisição do negócio de lubrificantes da Shell no Brasil». Valor Econômico. Consultado em 2 de setembro de 2022
  31. Geraldo Samor (6 de agosto de 2019). «Oxxo e Raízen se aliam para explorar varejo de proximidade». Brazil Journal. Consultado em 7 de setembro de 2025