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Pseudosuchia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Pseudosuchians
Intervalo temporal:
Triássico InferiorPresente
248–0 Ma[1]
Postosuchus (Rauisuchidae) e Desmatosuchus (Aetosauria)
Classificação científica e
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Clado: Archosauria
Clado: Pseudosuchia
Zittel, 1887
Subgrupos
Sinónimos
  • Crocodylotarsi Benton & Clark, 1988

Pseudosuchia (falso crocodilo) é o nome dado originalmente a um grupo de répteis pré-históricos do período Triássico. O nome tem sido interpretado de maneiras variadas na literatura científica. A definição mais utilizada na literatura recente é a da linhagem dos arcossauros que inclui os crocodilianos e todas as espécies extintas mais próximas dos crocodilianos do que das aves.[2][3]

História taxonômica

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Um Ornithosuchus, semelhante visualmente aos lagartos da atualidade, está sobre duas patas com um presa logo abaixo de seu corpo.
Ornithosuchus (família Ornithosuchidae), gênero de grandes e carnívoros pseudosúquios do Triássico[4]

O nome Pseudosuchia foi inventado por Karl Alfred von Zittel entre 1887-1890 para incluir três táxons (dois aetossauros e Dyoplax) que eram superficialmente semelhantes aos crocodilos, mas não eram realmente crocodilos. Daí o nome "falso crocodilo".

Em livros didáticos dos meados do século XX como Paleontologia de Vertebrados de Romer e Evolução dos Vertebrados de Colbert, Pseudosuchia constitui uma das subordens de Thecodontia. O Aetossauro de Zittel foi colocado em sua própria subordem. Para os pseudosúquios típicos, Colbert usa o exemplo de pequenos arcossauros de construção leve, como Ornithosuchus e Hesperosuchus, sendo que ambos estavam sendo reconstruídos como bípedes terópodes (comprimento de cerca de 1 metro) em miniatura. Estes pequenos animais mais tarde foram considerados os ancestrais de todos os arcossauros. O nome também se tornou uma espécie de táxon lixeira para todos os tecodontes que não se encaixavam nas outras três subordens. Mesmo os Sharovipteryx e Longisquama foram considerados como pseudosúquios.

Sob o sistema de cladística, Gauthier e Padian (1985 e 1986) se tornaram os primeiros a estabelecer este nome em um contexto filogenético, usando-o como um taxon monofilético baseado no tronco dos ancestrais dos crocodilos e seus descendentes. Isso fez com que o nome Pseudosuchia ficasse um tanto irônico, porque os crocodilos verdadeiros são agora incluídos. A definições filogenética de Pseudosuchia incluem "crocodilos e todos os arcossauros mais próximos dos crocodilos do que das aves" (Gauthier e Padian), "crocodilos existentes e todos os arcossauros extintos que estão próximos dos crocodilos do que dos pássaros" (Gauthier 1986), e mais recentemente " clado mais inclusivo dentro do Archosauria que inclui Crocodylia mas não Aves " (Senter 2005). Como um táxon tronco com base no Pseudosuchia é o táxon irmão de um outro grupo, o Avemetatarsalia. Avemetatarsalia são arcossauros da linhagem das aves, incluindo pterossauros, dinossauros não avianos e todas as aves modernas.

Uma definição diferente foi sugerida por Benton e Clark, 1988: o táxon nó da base, incluindo o Rauisuchidae e o aetossauros. No entanto, as relações entre os dois grupos e outros arcossauros é controversa, e por isso este clado pode ser inválido.

Paul Sereno rejeita a Pseudosuchia e nem sempre é aplicada por ele, seu Crurotarsi é mais frequentemente usado (outro sinônimo parcial é o de Benton e o Crocodylotarsi de Clark). Crurotarsi, é definido como um taxon nodo-base, contando com a inclusão de grupos como Phytosauria, Aetossauros e Crocodylomorpha. Pseudosuchia e Crurotarsi foram considerados sinônimos parciais porque o último clado engloba todos os arcossauros crocodilos em análises filogenéticas.[5] No entanto, algumas análises como a de Nesbitt (2011) colocam o grupo crurotarsi, Phytosauria, fora do Pseudosuchia. Como a definição de Crurotarsi depende dos phytossauros, a sua colocação fora do Pseudosuchia (portanto da Archosauria) significa que o clado Crurotarsi inclui tanto pseudosuquianos e avemetatarsalianos.[2]

Descobertas fósseis recentes no Brasil

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O registro fóssil dos pseudossúquios tem fornecido evidências cruciais sobre a paleobiogeografia do supercontinente Pangeia. Em novembro de 2025, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) publicaram a descrição formal de uma nova espécie predadora que habitou o Brasil há cerca de 240 milhões de anos (Período Triássico), denominada Tainrakuasuchus bellator. O fóssil, escavado no município de Dona Francisca, no Rio Grande do Sul, revelou um forte parentesco evolutivo com espécimes fósseis encontrados na Tanzânia. Essa conexão anatômica direta atua como uma forte comprovação paleontológica do modelo de união territorial entre a América do Sul e a África antes da fragmentação continental.[6]

Descobertas fósseis recentes no Brasil

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O registro fóssil deste clado tem fornecido evidências cruciais sobre a paleobiogeografia do supercontinente Pangeia. Em novembro de 2025, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) publicaram a descrição formal de uma nova espécie predadora que habitou o Brasil há cerca de 240 milhões de anos (Período Triássico), denominada Tainrakuasuchus bellator. O fóssil, escavado no Rio Grande do Sul, revelou um forte parentesco evolutivo com espécimes fósseis encontrados na Tanzânia. Essa conexão anatômica atua como uma forte comprovação paleontológica do modelo de união territorial entre a América do Sul e a África antes da fragmentação continental.[7]

Descobertas fósseis recentes no Brasil

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O registro fóssil deste clado tem fornecido evidências cruciais sobre a paleobiogeografia do supercontinente Pangeia. Em novembro de 2025, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) publicaram a descrição formal de uma nova espécie predadora que habitou o Brasil há cerca de 240 milhões de anos (Período Triássico), denominada Tainrakuasuchus bellator. O fóssil, escavado no Rio Grande do Sul, revelou um forte parentesco evolutivo com espécimes fósseis encontrados na Tanzânia. Essa conexão anatômica atua como uma forte comprovação paleontológica do modelo de união territorial entre a América do Sul e a África antes da fragmentação continental.[8]

Notas e Referências

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  1. Richard J. Butler; Stephen L. Brusatte; Mike Reich; Sterling J. Nesbitt; Rainer R. Schoch; Jahn J. Hornung (2011). «The sail-backed reptile Ctenosauriscus from the latest Early Triassic of Germany and the timing and biogeography of the early archosaur radiation». PLOS ONE. 6 (10): e25693. Bibcode:2011PLoSO...625693B. PMC 3194824Acessível livremente. PMID 22022431. doi:10.1371/journal.pone.0025693Acessível livremente
  2. 1 2 Nesbitt, S.J. (2011). «The early evolution of archosaurs: relationships and the origin of major clades» (PDF). Bulletin of the American Museum of Natural History. 352: 1–292. doi:10.1206/352.1
  3. «Archosauria - Encyclopedia of Life». eol.org. Consultado em 14 de abril de 2019. Cópia arquivada em 12 de março de 2026
  4. Wedel, Matt (maio de 2007). «Répteis triássicos da área de Elgin: Ornithosuchus e a origem dos carnívoros.». Consultado em 1 de junho de 2026. Cópia arquivada em 12 de agosto de 2024
  5. Brochu, C.A. (1997). «Synonymy, redundancy, and the name of the crocodile stem-group». Journal of Vertebrate Paleontology. 17 (2): 448–449
  6. «Novo réptil fóssil reforça a conexão entre Brasil e África há 240 milhões de anos». Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 13 de novembro de 2025. Consultado em 21 de maio de 2026. Cópia arquivada em 2 de janeiro de 2026
  7. «Novo réptil fóssil reforça a conexão entre Brasil e África há 240 milhões de anos». Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 13 de novembro de 2025. Consultado em 25 de maio de 2026. Cópia arquivada em 21 de maio de 2026
  8. «Novo réptil fóssil reforça a conexão entre Brasil e África há 240 milhões de anos». Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 13 de novembro de 2025. Consultado em 27 de maio de 2026. Cópia arquivada em 21 de maio de 2026
  • Benton, MJ & JM Clark (1988), Archosaur phylogeny and the relationships of the Crocodilia in MJ Benton (ed.), The Phylogeny and Classification of the Tetrapods 1: 295-338. Oxford, The Systematics Association
  • Gauthier, J., 1986. Saurischian monophyly and the origin of birds. In: K. Padian, ed. The Origin of Birds and the Evolution of Flight. Memoirs California Academy of Sciences 8. pp. 1–55
  • Gauthier, J. and K. Padian, 1985. Phylogenetic, functional, and aerodynamic analyses of the origin of birds and their flight. pp. 185–197 In: M.K. Hecht, J.H. Ostrom, G. Viohl and P. Wellnhofer, eds. The Beginnings of Birds: proceedings of the international Archaeopteryx conference; 1984; Eichstätt, Germany. Eichstätt: Freunde des Jura-Museums. pp. 185–197.
  • Senter, P. 2005. Phylogenetic taxonomy and the names of the major archosaurian (Reptilia) clades. PaleoBios, v. 25, n. 2, p. 1-7.
  • Sereno, P. C. 2005. Stem Archosauria—TaxonSearch [version 1.0, 7 November 2005]

Ligações externas

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