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Port Royal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Port-Royal)

 Nota: Para outros significados, veja Port Royal (desambiguação).

Conjunto arqueológico setecentista de Port Royal 
Património Mundial da UNESCO
Aerial view of Port Royal Jamaica.JPG
Vista aérea do pátio interno do Forte Charles, em Port Royal.
TipoCultural
Critérios(iv)(vi)
Referência1595 en fr es
Região América Latina e Caribe
País Jamaica
Localização
Coordenadas7° 56' 15" N 76° 50' 28" O
ParóquiaKingston
Histórico de inscrição
Inscrição2025 (47ª sessão)
Edificação
TipoCidade histórica
Estilo dominanteBarroco
Construção1494–1692
Estado de conservaçãoRuína

Conjunto arqueológico setecentista de Port Royal está localizado em: Jamaica
Conjunto arqueológico setecentista de Port Royal
Localização de Port Royal na Jamaica.
Nome usado na lista do Património Mundial
Região pela classificação da UNESCO

Port Royal ou Port Royale como era chamada na época em que a cidade estava em domínio dos espanhóis (Porto Real,[1] na sua forma portuguesa), era o centro de navegação e de comércio na Jamaica até ao sismo de 7 de junho de 1692 ter destruído a cidade quase completamente, fazendo dois terços da cidade afundar no mar caribenho. Desse modo, a cidade ficou a comando de Kingston.

Situada no extremo oeste do banco de areia de Palisadoes, Port Royal ganhou a reputação no século XVII de "cidade mais rica" e "cidade mais perversa" do mundo. A cidade era notável pela sua rica economia e falta de valores morais, além de ser um lugar convencional para os piratas trazerem e gastarem seus tesouros. Após o sismo de 7 de junho de 1692, muitos acreditaram que este havia sido um "Ato Divino" pela fama da cidade de pecadora. Durante o século XVII, o Reino Unido ativamente encorajava e até pagava bucaneiros situados em Port Royal para atacar navios franceses e espanhóis. Entre o período de conquista da Jamaica pelo Reino Unido e o sismo de 1692, Port Royal foi a capital da Jamaica, sucedida por Spanish Town e posteriormente por Kingston.

Em 7 de junho de 1692, um devastador sismo atingiu a cidade deslocando a areia sobre a qual a cidade havia sido construída. Um tsunami em seguida pôs a cidade definitivamente sob as águas. Mesmo assim, alguns arqueólogos acharam alguns sítios intactos. O terremoto e a tsunami combinados mataram entre 1 000 e 3 000 pessoas, mais de metade da população.

Houve tentativas de reconstrução da cidade, começando com o terço da cidade que não havia afundado, mas essas tentativas foram abaladas por diversos desastres. A primeira tentativa de reconstrução da cidade foi um desastre devido a um incêndio em 1704. As tentativas seguintes foram paradas devido a furacões e logo Kingston superou Port Royal em importância.

Um devastador sismo em 14 de janeiro de 1907 destruiu quase toda a cidade que fora reconstruída até então. Hoje a área é uma sombra de sua forma original com 2 000 habitantes com importância política e econômica quase nula. O lugar é visitado por turistas mas está atualmente em estado de abandono. O governo jamaicano decidiu recentemente investir na região devido à importância histórica e turística do lugar.

Piratas em Port Royal

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Ilustração de Port Royal

Port Royal, localizada na rota de navegação entre a Espanha e o Panamá, oferecia outro porto seguro para os piratas. Clamada originalmente pela Espanha, a Inglaterra adquiriu a cidade em 1655. Em 1659, duzentas casas, lojas e armazéns cercavam o forte. Mas a medida que os ingleses não mandavam guardas e dinheiro para a defesa do lugar, o governo jamaicano recorreu aos piratas para defender a cidade das invasões francesas e espanholas.

Os bucaneiros consideraram a cidade ideal por diversas razões. A sua proximidade com as rotas de comércio lhes oferecia acesso rápido a saques. O porto era grande o suficiente para atracarem seus navios e oferecia um lugar para construção e reparos de embarcações. A localização também era ideal para lançar ataques em colônias espanholas. De Port Royal, Henry Morgan atacou o Panamá, Portobello e Maracaibo. Bartholomew Roberts, Roche ou Roque Brasiliano, John Davis e Edward Mansveldt (Mansfield) também vieram de Port Royal.

Na década de 1660, a cidade ganhou a reputação de Sodoma do Novo Mundo, onde a maioria dos habitantes eram piratas, promotores de jogos de azar ou prostitutas. Quando Charles Leslie escreveu sobre a história da Jamaica, eles fez a seguinte descrição dos piratas de Port Royal:

Vinho e mulheres sugavam suas economias a tal ponto que alguns viravam mendigos. Há relatos de que gastavam de 2 a 3 mil peças de ouro em uma noite; há quem gastasse 500 para ver uma mulher que lhes interessava nua. Eles tinham o costume de colocar copos com vinho nas ruas e obrigarem todos que passassem a tomar.

Port Royal cresceu para ser um dos dois maiores e mais economicamente importantes portos das colônias inglesas. No ápice de sua popularidade, a cidade tinha um bar para cada 10 habitantes. Em Julho de 1661, a cidade liberou 40 novas licenças permitindo a abertura de tabernas. Durante um período de 20 anos que acabou em 1692, aproximadamente 6 500 pessoas viveram em Port Royal. E além das prostitutas e dos piratas, havia quatro moldadores de moedas, 44 taverneiros e uma variedade de artesãos e mercadores que viviam em 200 construções espalhadas em 51 acres (206 000 m²) de território britânico. 213 navios visitaram o porto em 1688. A economia da cidade era tão farta que moedas eram o pagamento favorito, deixando para trás o escambo e troca por serviços típicos do novo mundo.

Após Henry Morgan ser nomeado para governar o lugar, Port Royal começou a mudar. Piratas não precisavam mais defender a cidade. O comércio de escravos começou a se tornar mais importante. Além do mais, alguns cidadãos não gostavam da reputação da cidade. Em 1687, a Jamaica sancionou leis anti-pirataria. Ao invés de um refúgio para os piratas, Port Royal se tornou um lugar de execuções. As forcas chamaram muitos à morte, incluindo Charles Vane e o famoso pirata Calico Jack, que foi enforcado em 1720. Dois anos depois, 41 piratas encontraram a morte em um mês.

Marinha britânica

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Uma nova cidade de Port Royal foi construída próxima à velha Port Royal e se tornou um importante posto da marinha britânica no mar caribenho. Isso foi em 1692

Referências

  1. Gonçalves, Rebelo (1947). Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa. Coimbra: Atlântida - Livraria Editora. p. 358