Hernandarias (Paraguai)
| Hernandarias Tacurú Pukú | ||
|---|---|---|
| Departamento | Alto Paraná | |
| Fundação | 26 de julho de 1938 | |
| Demografia | ||
| População - Pop. distrito |
79.735 hab. | |
| Gentílico | Hernandariense | |
| Geografia | ||
| Área | 243 km² | |
| Temperatura média | 23 °C | |
| Código telefônico | (595) (063) | |
| Fuso horário | UTC-4 UTC+1 (DST | |
| Localização | ||
| Cidade do Paraguai | ||
Hernandarias é um distrito do Paraguai localizado no departamento do Alto Paraná.
O nome do distrito é uma homenagem ao primeiro governador nativo do Paraguai, Hernando Arias de Saavedra. Também faz parte do distrito a localidade de Colonia Acaray.
O município faz parte da conurbação da Região Metropolitana de Ciudad del Este.
A região onde se localiza a atual cidade de Hernandarias, no departamento de Alto Paraná, era originalmente habitada por povos indígenas guarani, cuja presença se estendia por grande parte do leste paraguaio antes da colonização europeia. Durante o período colonial e ao longo do século XIX, essa porção do território permaneceu relativamente isolada dos principais centros políticos do país, como Assunção, sendo caracterizada por baixa densidade populacional e cobertura florestal predominante.[1]
A ocupação mais intensa da região teve início apenas na segunda metade do século XX, especialmente a partir das décadas de 1950 e 1960, quando o governo do presidente Alfredo Stroessner promoveu políticas de colonização do leste do Paraguai. Essas políticas incluíram a abertura de rodovias, incentivos à migração interna e externa e a incorporação econômica de áreas até então periféricas. Nesse contexto, houve significativa entrada de colonos estrangeiros, em especial brasileiros, contribuindo para a transformação da estrutura agrária e econômica regional.[2]
O processo de formação urbana de Hernandarias está diretamente vinculado à construção da usina de Itaipu Binacional, resultado de um acordo firmado entre Paraguai e Brasil na década de 1970. As obras da usina, iniciadas em 1975, demandaram grande contingente de trabalhadores e infraestrutura de apoio, o que levou à rápida expansão de núcleos urbanos próximos ao canteiro de obras. Hernandarias consolidou-se como uma dessas localidades, funcionando como centro habitacional e logístico para técnicos e operários envolvidos no empreendimento.[3]
Durante esse período, a cidade experimentou crescimento acelerado, impulsionado por investimentos em habitação, energia, saneamento e serviços básicos, muitos deles vinculados direta ou indiretamente à estrutura administrativa da Itaipu Binacional. Esse desenvolvimento diferenciou Hernandarias de outros municípios da região, conferindo-lhe características urbanas planejadas e uma economia fortemente dependente do setor energético.[4]
Após a conclusão da usina, na década de 1980, Hernandarias manteve sua relevância regional, consolidando-se como um centro urbano integrado à dinâmica econômica da tríplice fronteira, em articulação com Ciudad del Este e Foz do Iguaçu. Ao longo das décadas seguintes, a cidade diversificou suas atividades, incorporando funções comerciais e de apoio à agricultura mecanizada, característica marcante do leste paraguaio.[5]
Assim, a história de Hernandarias distingue-se por seu caráter recente e por sua origem diretamente associada a um projeto de integração energética binacional, sendo frequentemente interpretada como um exemplo de urbanização induzida por grandes obras de infraestrutura na América do Sul.
Transporte
[editar | editar código]O município de Hernandarias é servido pela seguinte rodovia:
- Supercarretera Itaipu, que liga Ciudad del Este à Ruta 10, no Departamento de Canindeyú. Também dá acesso a cidade de Santa Fe del Paraná[6][7][8]
Hernandarias não possui aeroporto, sendo servida pelo Aeroporto Internacional Guaraní, localizado no município da Grande Ciudad del Este de Minga Guazú. É a principal via aérea de comunicação e o segundo aeroporto mais importante do país, depois do Aeroporto Silvio Pettirossi, está a 20 minutos do centro da cidade. O aeroporto oferece voos diários para Assunção.[9]
Referências
- ↑ CARDOZO, Efraím. ''Historia del Paraguay''. Asunción: El Lector, várias edições.
- ↑ FOGEL, Ramón. ''La colonización agraria en el Paraguay''. Asunción: BASE-IS, 1989.
- ↑ ITAIPU BINACIONAL. ''Itaipu: Integración en Concreto''. Asunción/Brasília, várias edições institucionais.
- ↑ SEQUERA, Guillermo. ''El Este Paraguayo: Colonización y Desarrollo''. Asunción: CIDSEP, 2000.
- ↑ MIRANDA, Aníbal. ''La economía paraguaya bajo Stroessner''. Asunción: CPES, 1989.
- ↑ http://www.abc.com.py/edicion-impresa/suplementos/escolar/rutas-del-paraguay-572133.html
- ↑ https://www.mopc.gov.py/mopcweb.old/red-vial-s1
- ↑ https://www.ultimahora.com/mopc-elabora-mapa-actualizado-rutas-del-paraguay-n773147.html
- ↑ https://www.paranair.com/es-py/acerca-de-nosotros/destinos/