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Haas Lola

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Se procura pela atual equipe de Fórmula 1, veja Haas F1 Team.
Haas Lola
Haas Lola
Nome completo Team Haas (USA) Ltd.
Sede Colnbrook, Reino Unido
Chefe de equipe Carl Haas
Teddy Mayer
Pessoal notável Teddy Mayer
Tyler Alexander
Neil Oatley
Ross Brawn
Adrian Newey
John Baldwin
Pilotos
Chassis
Motor
Pneus Goodyear
Histórico na Fórmula 1
Estreia Itália GP da Itália, 1985
Último GP Austrália GP da Austrália, 1986
Grandes Prêmios 19
Campeã de construtores 0 (8º lugar em 1986)
Campeã de pilotos 0 (12º lugar com Alan Jones, em 1986)
Vitórias 0
Pole positions 0
Voltas rápidas 0
Pontos 6
Posição no último campeonato
(1986)
8º (6 pontos)

Team Haas (USA) Ltd., por vezes chamada de Beatrice Haas em homenagem ao seu principal patrocinador, foi uma equipe estadunidense de Fórmula 1 fundada por Carl Haas e Teddy Mayer em 1984,[1] após um acordo com a Beatrice Foods, um conglomerado estadunidense de produtos de consumo. A equipe disputou a categoria nas temporadas de 1985 e 1986. Embora competisse representando os Estados Unidos, a sede da equipe ficava em Colnbrook, na Inglaterra.

Um acordo para usar motores Ford por três temporadas fracassou após uma mudança na gestão da Beatrice.[2] A demissão do diretor-executivo da Beatrice, Jim Dutt, levou a empresa a retirar o financiamento do projeto. A equipe não conseguiu continuar na Fórmula 1 após a temporada de 1986. O campeão mundial de 1980, Alan Jones, foi convencido a sair da aposentadoria para pilotar o primeiro carro da equipe no final da temporada de 1985 e durante a de 1986. Os futuros e prestigiados projetistas Ross Brawn e Adrian Newey passaram pela equipe.

A equipe também era comumente conhecida como Haas Lola devido à associação da Haas com a Lola Cars International — Carl Haas era representante da Lola nos Estados Unidos —, embora a Lola não estivesse envolvida no projeto.[3] Seus carros foram, na verdade, projetados pela empresa de design e construção de propriedade de Carl Haas, conhecida como FORCE (Formula One Race Car Engineering).[3] A Lola, no entanto, conquistou os pontos da equipe no Campeonato de Construtores como o construtor designado da equipe. Os carros foram batizados de "THL", sendo que THL se refere à "Team Haas Lola".

História

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O projeto se iniciou de uma parceria de Carl Haas e o conglomerado americano Beatrice Foods, que também ajudou a equipe entrar em acordo com a Ford para o fornecimento de motores por três temporadas. Alan Jones, campeão de Fórmula 1 em 1980 e sem disputar uma corrida desde 1983,[4] deixou a aposentadoria para pilotar na equipe nas temporadas de 1985 e 1986. Patrick Tambay e Eddie Cheever também disputaram provas pela Haas neste último ano. Com a saída da Beatrice,[5] a equipe encerrou suas atividades.

Histórico da equipe

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1985: estreia

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O Lola THL1, primeiro carro da Haas na F-1, pilotado por Alan Jones entre o GP da Itália de 1985 e o GP de San Marino de 1986.

Nesta temporada, a equipe teve apenas um piloto: o australiano Alan Jones, campeão mundial em 1980, que deixou a aposentadoria para disputar 4 corridas (as únicas da equipe no ano), abandonando em três. Jones não correu o GP da África do Sul por indisposição - havia rumores de que a Haas, juntamente com Renault e Ligier, boicotou a prova em resposta ao apartheid, que vigorava no país à época.

1986: começando de novo

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Em 1986, a equipe alinha com dois carros - um para Alan Jones e outro para o francês Patrick Tambay, que deixara a Renault com o encerramento das atividades desta última - e, apesar do grande número de abandonos, consegue 6 pontos (4 com Jones e 2 com Tambay), terminando o campeonato de construtores em 8º lugar, superando, por exemplo, a tradicional Brabham. Eddie Cheever também pilotou para a Haas, no lugar de Tambay, que se recuperava de uma fratura sofrida no GP de Mônaco. Mario Andretti, campeão da temporada de 1978, foi cogitado para ocupar o lugar do francês na etapa de Detroit, mas ele desistiu e recomendou seu filho, Michael (ambos competiam pela Newman-Haas, gerida pelo mesmo chefe da Haas-Lola), para que ele disputasse a citada prova. Porém a FISA, preocupada com o avanço da CART, negou a superlicença a Michael, que viria a correr na F-1 apenas em 1993, pela McLaren.

A Haas chegou a pensar em disputar a temporada de 1987, e chegou a desenvolver o TLH3, projetado por Adrian Newey. No entanto, a Ford deixou a equipe e passou a fornecer seus motores à Benetton. Com a saída da Beatrice no final de 1986, não restou outra alternativa a Carl Haas senão vender a fábrica da equipe a Bernie Ecclestone e a estrutura para Didier Calmels e Gérard Larrousse.

  • Alan Jones - Depois de um ano sem correr (sua última prova havia sido em 1983), o ex-campeão de Fórmula 1 voltou a competir na categoria em 1985, disputando 3 provas. Correu a temporada completa de 1986, marcando 4 pontos. Ao final da temporada, encerrou a carreira aos 39 anos.
  • Patrick Tambay - Também em final de carreira, o francês realizou um campeonato fraco em 1986, pontuando apenas no GP da Itália. Aos 37 anos, o ex-piloto de Surtees, Theodore, McLaren, Ligier, Ferrari e Renault deixou a categoria, tal qual fez Jones, logo após o GP da Austrália.
  • Eddie Cheever - O norte-americano disputou apenas o GP de Detroit, como substituto de Patrick Tambay. Abandonou com problemas na direção de seu carro.

Ver também

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Referências

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  1. «EUA já teve um Team Hass na F1. E não deu muito certo». Projeto Motor. 4 de dezembro de 2015
  2. «The Beatrice Lola - Vintage Racecar|Vintage Roadcar». Vintage Racecar|Vintage Roadcar (em inglês). 1 de setembro de 2015. Consultado em 20 de março de 2017
  3. 1 2 Mattijs Diepraam (fevereiro de 1999). «Moulin Rouge class». Forix (8W). Consultado em 6 de agosto de 2008
  4. Mattijs Diepraam (Outubro de 1998). «Comeback embarrassment». Forix (8W). Consultado em 6 de agosto de 2008
  5. «The Beatrice Lola - Vintage Racecar|Vintage Roadcar». Vintage Racecar|Vintage Roadcar (em inglês). 1 de setembro de 2015. Consultado em 20 de março de 2017