Ir para o conteúdo

Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Condephaat)
Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico
CONDEPHAAT
Organização
Natureza jurídica órgão público
Missão Identificar, proteger e preservar os bens móveis e imóveis do patrimônio histórico, arqueológico, artístico, turístico, cultural e ambiental do Estado de São Paulo.
Dependência Governo do Estado de São Paulo
Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo
Localização
Jurisdição territorial Estado de São Paulo
Sede São Paulo (cidade),  São Paulo
Histórico
Criação 22 de outubro de 1968 (57 anos)
Sítio na internet
http://condephaat.sp.gov.br/

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) é um órgão subordinado à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo responsável pela proteção, valorização e divulgação do patrimônio cultural no Estado de São Paulo.[1]

Criado pela Lei Estadual 10.247 de 22 de outubro de 1968, o conselho, com suas atribuições, é citado nominalmente na Constituição Estadual de 1989.[2]

Atribuições

[editar | editar código]

Tem como função identificar, proteger e preservar os bens móveis e imóveis do patrimônio histórico, arqueológico, artístico, turístico, cultural e ambiental do Estado de São Paulo, com a capacidade legal de tombar tais patrimônios. Também tem o poder de definir a promoção e proteção desses lugares.[3][4][5][6]

Possui uma unidade técnica-executiva chamada Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH) para prestar serviços de apoio, composta de dois grupos técnicos: o Grupo de Estudos de Inventário e Reconhecimento do Patrimônio Cultural e Natural e o Grupo de Conservação e Restauração de Bens Tombados. Entre os profissionais que trabalham nesses times encontram-se sociólogos, arquitetos e historiadores.[7]

Após a aprovação do processo de tombamento pelo CONDEPHAAT, que pode ser solicitado por qualquer cidadão ou organização pública civil ou privada, a responsabilidade pela conservação e restauração é do proprietário do imóvel, que pode ter acesso a verbas de incentivo à cultura.[2.1][7] O conselho, então, é responsável por fiscalizar e avaliar a preservação do patrimônio tombado[8][9] e recebe denúncias sobre irregularidades e prejuízos nesses patrimônios através de seu site.[10]

Os bens tombados não podem receber intervenções ou remoções (destruição, demolição, mutilação, alteração, abandono, entre outros) sem prévia autorização e os anos causados aos bens tombados ou protegidos são passíveis de multa.[2.2]

O conselho é formado por entidades de classe, universidades, pela Procuradoria Geral do Estado e por representantes de Secretarias Estaduais. As reuniões acontecem periodicamente para discussão dos possíveis projetos relacionados com o patrimônio cultural do Estado de São Paulo.[11]

Ver também

[editar | editar código]

Referências

  1. «Sobre o Conselho». www.cultura.sp.gov.br. Consultado em 26 de junho de 2026. Cópia arquivada em 11 de abril de 2026
  2. «Legislação». condephaat.sp.gov.br. Consultado em 26 de junho de 2026. Cópia arquivada em 10 de dezembro de 2025
    1. Decreto Estadual nº 13.426/1979 – Do artigo 134 ao 149, dispõe sobre o processo de tombamento.
    2. Lei Estadual n. 10.774/ 2001 – Dispõe sobre aplicação de multas por danos causados a bens tombados ou protegidos pelo Condephaat.
  3. «Sobre o Conselho». www.cultura.sp.gov.br. Consultado em 26 de junho de 2026. Cópia arquivada em 11 de abril de 2026
  4. Rodrigues, Marly; Decca, Edgar Salvadori De (1 de janeiro de 1994). «Alegorias do passado  : a instituição do patrimonio em São Paulo, 1969-1987». www.bibliotecadigital.unicamp.br. Consultado em 30 de abril de 2017. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2021
  5. «Órgão de defesa do patrimônio histórico revisa tombamento e permite condomínio nos Jardins». Folha de S.Paulo. 16 de dezembro de 2024. Consultado em 26 de junho de 2026. Cópia arquivada em 7 de junho de 2026
  6. Paes, Maria Tereza Duarte (27 de janeiro de 2025). «A proteção de áreas naturais pelo Condephaat: estrutura, conceitos, critérios e diretrizes». Revista CPC. 19 (38): 302–329. ISSN 1980-4466. doi:10.11606/issn.1980-4466.v19i38p302-329
  7. 1 2 «O CONDEPHAAT e a UPPH». Condephaat. Consultado em 26 de junho de 2026
  8. «Justiça pede que conselho avalie regularidade de gradis do CCC». G1. 12 de fevereiro de 2026. Consultado em 26 de junho de 2026
  9. «MP investiga abandono do Museu Prudente de Moraes em Piracicaba». G1. 2 de junho de 2026. Consultado em 26 de junho de 2026
  10. «Solicitações». www.cultura.sp.gov.br. Consultado em 26 de junho de 2026
  11. «Conselheiros». Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas. Consultado em 26 de junho de 2026. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2026

Ligações externas

[editar | editar código]