Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico
| Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico | |
|---|---|
| CONDEPHAAT | |
![]() | |
| Organização | |
| Natureza jurídica | órgão público |
| Missão | Identificar, proteger e preservar os bens móveis e imóveis do patrimônio histórico, arqueológico, artístico, turístico, cultural e ambiental do Estado de São Paulo. |
| Dependência | Governo do Estado de São Paulo Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo |
| Localização | |
| Jurisdição territorial | Estado de São Paulo |
| Sede | São Paulo (cidade), |
| Histórico | |
| Criação | 22 de outubro de 1968 (57 anos) |
| Sítio na internet | |
| http://condephaat.sp.gov.br/ | |
O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) é um órgão subordinado à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo responsável pela proteção, valorização e divulgação do patrimônio cultural no Estado de São Paulo.[1]
Criado pela Lei Estadual 10.247 de 22 de outubro de 1968, o conselho, com suas atribuições, é citado nominalmente na Constituição Estadual de 1989.[2]
Atribuições
[editar | editar código]Tem como função identificar, proteger e preservar os bens móveis e imóveis do patrimônio histórico, arqueológico, artístico, turístico, cultural e ambiental do Estado de São Paulo, com a capacidade legal de tombar tais patrimônios. Também tem o poder de definir a promoção e proteção desses lugares.[3][4][5][6]
Possui uma unidade técnica-executiva chamada Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH) para prestar serviços de apoio, composta de dois grupos técnicos: o Grupo de Estudos de Inventário e Reconhecimento do Patrimônio Cultural e Natural e o Grupo de Conservação e Restauração de Bens Tombados. Entre os profissionais que trabalham nesses times encontram-se sociólogos, arquitetos e historiadores.[7]
Após a aprovação do processo de tombamento pelo CONDEPHAAT, que pode ser solicitado por qualquer cidadão ou organização pública civil ou privada, a responsabilidade pela conservação e restauração é do proprietário do imóvel, que pode ter acesso a verbas de incentivo à cultura.[2.1][7] O conselho, então, é responsável por fiscalizar e avaliar a preservação do patrimônio tombado[8][9] e recebe denúncias sobre irregularidades e prejuízos nesses patrimônios através de seu site.[10]
Os bens tombados não podem receber intervenções ou remoções (destruição, demolição, mutilação, alteração, abandono, entre outros) sem prévia autorização e os anos causados aos bens tombados ou protegidos são passíveis de multa.[2.2]
Membros
[editar | editar código]O conselho é formado por entidades de classe, universidades, pela Procuradoria Geral do Estado e por representantes de Secretarias Estaduais. As reuniões acontecem periodicamente para discussão dos possíveis projetos relacionados com o patrimônio cultural do Estado de São Paulo.[11]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ «Sobre o Conselho». www.cultura.sp.gov.br. Consultado em 26 de junho de 2026. Cópia arquivada em 11 de abril de 2026
- ↑ «Legislação». condephaat.sp.gov.br. Consultado em 26 de junho de 2026. Cópia arquivada em 10 de dezembro de 2025
- ↑ «Sobre o Conselho». www.cultura.sp.gov.br. Consultado em 26 de junho de 2026. Cópia arquivada em 11 de abril de 2026
- ↑ Rodrigues, Marly; Decca, Edgar Salvadori De (1 de janeiro de 1994). «Alegorias do passado : a instituição do patrimonio em São Paulo, 1969-1987». www.bibliotecadigital.unicamp.br. Consultado em 30 de abril de 2017. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2021
- ↑ «Órgão de defesa do patrimônio histórico revisa tombamento e permite condomínio nos Jardins». Folha de S.Paulo. 16 de dezembro de 2024. Consultado em 26 de junho de 2026. Cópia arquivada em 7 de junho de 2026
- ↑ Paes, Maria Tereza Duarte (27 de janeiro de 2025). «A proteção de áreas naturais pelo Condephaat: estrutura, conceitos, critérios e diretrizes». Revista CPC. 19 (38): 302–329. ISSN 1980-4466. doi:10.11606/issn.1980-4466.v19i38p302-329
- 1 2 «O CONDEPHAAT e a UPPH». Condephaat. Consultado em 26 de junho de 2026
- ↑ «Justiça pede que conselho avalie regularidade de gradis do CCC». G1. 12 de fevereiro de 2026. Consultado em 26 de junho de 2026
- ↑ «MP investiga abandono do Museu Prudente de Moraes em Piracicaba». G1. 2 de junho de 2026. Consultado em 26 de junho de 2026
- ↑ «Solicitações». www.cultura.sp.gov.br. Consultado em 26 de junho de 2026
- ↑ «Conselheiros». Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas. Consultado em 26 de junho de 2026. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2026
