Coamo Agroindustrial Cooperativa
| Coamo | |
|---|---|
| Razão social | Coamo Agroindustrial Cooperativa |
| Cooperativa | |
| Atividade | Alimentícia · Agronegócio |
| Fundação | 28 de novembro de 1970 (55 anos) |
| Sede | Campo Mourão, PR, Brasil |
| Presidente | José Aroldo Gallassini (Conselho de Administração) Airton Galinari (Presidência Executiva) |
| Empregados | 10.521 (2025) |
| Produtos | Soja, milho, trigo, aveia, café |
| Receita | R$ 28,7 bilhões (2025) |
| Website | www.coamo.com.br |
Coamo Agroindustrial Cooperativa é uma cooperativa agro-industrial brasileira, com sede em Campo Mourão, no estado do Paraná. Fundada em 28 de novembro de 1970 por um grupo de 79 produtores rurais, figura, conforme o ranking da Forbes Brasil, entre as três maiores cooperativas do agronegócio brasileiro, sendo apontada pela Organização das Cooperativas Brasileiras (Sistema OCB) como referência global no segmento de grãos.[1] Em 2025, a cooperativa encerrou o exercício com receita global de R$ 28,7 bilhões, 32,7 mil cooperados e 10.521 funcionários efetivos, operando 123 unidades em 74 municípios dos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
História
[editar | editar código]Fundação
[editar | editar código]A Coamo Agroindustrial Cooperativa foi fundada em 28 de novembro de 1970, em Campo Mourão, na região Centro-Oeste do Paraná, por um grupo de 79 agricultores. À época, a região contava com apenas cinco tratores e era conhecida pela baixa produtividade agrícola, com solos ácidos impróprios para o plantio em larga escala. O movimento foi liderado por José Aroldo Gallassini, então engenheiro agrônomo recém-formado e funcionário da Emater (à época denominada Acarpa), que articulou o acesso dos produtores a novas tecnologias e práticas agropecuárias mais produtivas.[1]
Expansão e industrialização
[editar | editar código]A partir de 1975, a cooperativa iniciou seu processo de agroindustrialização com a inauguração de um moinho de trigo em Campo Mourão. Em 1981, ampliou sua capacidade industrial com a instalação de uma indústria de processamento de soja, também em Campo Mourão. Em 2009, adicionou uma unidade de torrefação e moagem de café ao seu parque industrial.[2]
Em 2025, a Coamo completou 55 anos de fundação e 50 anos de agroindustrialização. Seu parque industrial é composto por 12 indústrias localizadas em Campo Mourão e Paranaguá, no Paraná, e em Dourados, no Mato Grosso do Sul, contemplando três unidades de esmagamento de soja, uma fábrica de margarinas, uma de gorduras vegetais, duas refinarias e envasamento de óleo de soja, dois moinhos de trigo, uma torrefadora e moedora de café, uma fábrica de rações e uma fiação de algodão.[3] Estava prevista a expansão para 14 unidades industriais com a adição de uma planta de biodiesel em Paranaguá e de uma fábrica de etanol de milho em Campo Mourão.[2]
Em 2014, a cooperativa foi reconhecida pelo jornal Valor Econômico como uma das empresas de melhor desempenho no setor de agropecuária.[4]
Estrutura e operações
[editar | editar código]A Coamo possui 123 unidades de recebimento da produção agrícola distribuídas em 74 municípios dos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Em 2025, a cooperativa encerrou o exercício com 32,7 mil cooperados ativos e 10.521 funcionários efetivos.[1]
Os principais produtos recebidos e comercializados pela cooperativa são soja, milho, trigo, aveia e café. Em 2025, foram recebidas 9,617 milhões de toneladas de produtos agrícolas pelas unidades da cooperativa, o equivalente a aproximadamente 2,7% de toda a produção brasileira de grãos naquele ano. As exportações totalizaram 3,763 milhões de toneladas, escoadas pelos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC).[5]
Resultados financeiros
[editar | editar código]Em 2024, a Coamo registrou receita global de R$ 28,823 bilhões, com sobra líquida de R$ 2,028 bilhões. Foram distribuídos mais de R$ 694 milhões diretamente entre os cooperados que movimentaram sua produção nas unidades da cooperativa ao longo do ano, além de R$ 83,1 milhões pelo programa Fideliza e R$ 24,5 milhões em devolução de capital social a cooperados com mais de 65 anos. O patrimônio líquido atingiu R$ 11,995 bilhões — crescimento de 13% em relação ao ano anterior — e o ativo total chegou a R$ 19,492 bilhões. A cooperativa investiu R$ 1,202 bilhão na ampliação e modernização de suas instalações naquele exercício.[3]
Em 2025, a receita global alcançou R$ 28,7 bilhões, com sobra líquida de R$ 2,019 bilhões e distribuição de R$ 716 milhões em sobras aos cooperados. O patrimônio líquido cresceu 11,5%, atingindo R$ 13,376 bilhões, e o ativo total chegou a R$ 22,415 bilhões.[1][5]
Reconhecimentos
[editar | editar código]Conforme levantamento da Forbes Brasil, a Coamo figurou entre as três maiores cooperativas do agronegócio brasileiro em faturamento em 2024, ao lado de Copersucar e Aurora Coop.[1]
Em 2024, a cooperativa foi reconhecida como campeã na categoria Cooperativa no Prêmio Melhores do Agronegócio, pelo segundo ano consecutivo.[6]
Ainda em 2024, a cooperativa recebeu o Selo Ouro na Certificação ODS, concedida pelo Instituto ODS, em reconhecimento à implementação de projetos voltados para cada um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.[7]
Nesse mesmo ano, o presidente do Conselho de Administração, José Aroldo Gallassini, foi eleito Personalidade do Agronegócio do Paraná pelo Prêmio Top View.[8]
Ver também
[editar | editar código]Referências
[editar | editar código]Referências
- 1 2 3 4 5 Bruno Maffi (28 de fevereiro de 2026). «Como agricultores brasileiros construíram gigantes globais». Gazeta do Povo. Consultado em 22 de maio de 2026
- 1 2 «Coamo celebra 55 anos de fundação e 50 anos de indústria com novo monumento». Tribuna do Interior. Consultado em 22 de maio de 2026
- 1 2 «Coamo registra receita global de R$ 28,82 bilhões em 2024». Gazeta do Povo. 13 de fevereiro de 2025. Consultado em 22 de maio de 2026
- ↑ «Empresas de melhor desempenho são premiadas no Valor 1000». Valor Econômico. Consultado em 2 de setembro de 2014
- 1 2 «Coamo fechou 2025 com receita estável de R$ 28,7 bilhões». aRede. Consultado em 22 de maio de 2026
- ↑ «Coamo e Copersucar vencem prêmios de Melhores do Agronegócio». Coonecta. Consultado em 22 de maio de 2026
- ↑ «Coamo conquista Selo Ouro na Certificação ODS 2024». Paraná Cooperativo. Consultado em 22 de maio de 2026
- ↑ «José Aroldo Gallassini é eleito personalidade do Agronegócio do Paraná 2024 pelo Prêmio Top View». Paraná Cooperativo. Consultado em 22 de maio de 2026