Alma Cigana
| Alma Cigana | ||||
|---|---|---|---|---|
| Informações gerais | ||||
| Formato | Telenovela | |||
| Gênero | Drama | |||
| Criação | Ivani Ribeiro | |||
| Direção | Geraldo Vietri | |||
| Elenco |
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| País de origem | ||||
| Idioma original | Português | |||
| Episódios | 50 | |||
| Produção | ||||
| Duração | 30 minutos | |||
| Formato | ||||
| Formato de imagem | 480i (SDTV) preto e branco | |||
| Exibição original | ||||
| Emissora | Rede Tupi | |||
| Transmissão | 02 de março – 08 de maio de 1964 | |||
| Cronologia | ||||
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| Programas relacionados | ||||
| A Selvagem | ||||
Alma Cigana é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Tupi entre 02 de março e 08 de maio de 1964, em 50 capítulos, sendo substituída por A Gata.
Sinopse
[editar | editar código]Durante o dia ela é a Irmã Estela (Ana Rosa), uma freira convicta, mas à noite vira a cigana Esmeralda (Ana Rosa) e aparece dançando em um acampamento. O capitão Fernando (Amilton Fernandes) está entre as duas personagens tentando desvendar o mistério. Gêmeas, sósias ou uma mulher com dupla personalidade? No final, descobre-se que eram gêmeas, que foram separadas na infância.[1]
Elenco
[editar | editar código]| Intérprete | Personagem |
|---|---|
| Ana Rosa | Estela (irmã Estela) |
| Esmeralda | |
| Amilton Fernandes | Capitão Fernando |
| Marisa Sanches | Carlota |
| Elísio de Albuquerque | Dom Rafael |
| Rolando Boldrin | Afonso |
| Marcos Plonka | Dr. Vilares |
| Maria Célia Camargo | Madre Angélica |
| Rildo Gonçalves | Diego |
| Nea Simões | Irmã Tereza |
| Clenira Michel | |
| Percy Aires | Cândido |
| Aída Mar | Madre Superiora |
| David José | Enfermeiro |
| Xisto Guzzi | Médico |
Bastidores
[editar | editar código]Escrita por Ivani Ribeiro a partir de um original de Manuel Muñoz Rico, com direção de Geraldo Vietri. Foi a primeira telenovela gravada em video-tape, e a primeira diária da Rede Tupi. Um grande sucesso e não teve qualquer problema com a censura ou com a igreja, apesar do tema.[1]
Com a chegada do equipamento de videotape ao Brasil ocorreu uma revolução na produção de programas na televisão do país. A TV Excelsior lançou em julho de 1963 a primeira telenovela diária da televisão brasileira, 2-5499 Ocupado. A trilha sonora foi lançada com temas de outras novelas da emissora.[1]
Até aquele momento, as telenovelas eram exibidas de duas a três vezes por semana por conta do seu alto custo e complexidade de produção para a pequena infraestrutura das emissoras nacionais. Enquanto a Excelsior se arriscava, na Tupi o setor de dramaturgia não acreditava na telenovela diária.[2]
| “ | ...Na Tupi a gente dava risada. Quem vai aguentar fazer isso todo dia? Vão se estourar logo, nós dizíamos. | ” |
— Luiz Gallon, diretor da TV Tupi, em entrevista sem data.[2] | ||
No entanto o público aprovou a novidade e a Excelsior lançou mais quatro telenovelas diárias. Isso forçou a Tupi a rever sua posição contrária em relação às telenovelas diárias. Para financiar uma nova linha de telenovelas diárias, a Tupi conseguiu patrocínio da Colgate-Palmolive[3] e adquiriu três textos do autor argentino Manuel Muñoz Rico: Alma Cigana, A Gata e Se o Mar Contasse. A produção dessas telenovelas foi entregue para o diretor Geraldo Vietri.[2]
Entre as gravações de Alma Cigana, o ator Amilton Fernandes sofreu um acidente automobilístico. Internado, levou doze pontos na cabeça e saiu enfaixado do hospital. Para justificar a presença do personagem de Fernandes enfaixado na telenovela, o diretor Vietri escreveu uma cena contendo um acidente com o personagem.[4]
A cena final da novela foi o encontro entre as personagens Estela e Esmeralda, vividas pela atriz Ana Rosa. Sem muitos recursos e efeitos, os produtores da Tupi não acreditavam na realização dessa cena. O diretor Vietri, no entanto, a realizou em duas horas e conseguiu encenar o efeito esperado.[2]
Foi a estreia da atriz Ana Rosa e primeiro papel de Amilton Fernandes como galã. Ela viria a interpretar novamente os mesmos papéis, alguns anos depois, no remake intitulado A Selvagem e ele se tornou um dos grandes galã das telenovelas, ao interpretar o Albertinho Limonta em O Direito de Nascer.[1]
Trilha sonora
[editar | editar código]| Temas de Novelas | |
|---|---|
| Trilha sonora de Vários artistas | |
| Gravação | 1965 |
| Gêneros | Clássica, Romântica |
| Idioma | Diverso |
| Gravadora | Copacabana Discos |
Capa: Salathiel Coelho
| N.º | Título | Música | Novela | Duração |
|---|---|---|---|---|
| 1. | "Pequeno Concerto Que Ficou Canção" | Geraldo Vandré | O Sorriso de Helena | 02:29 |
| 2. | "A Sonâmbula" | Bellini | O Sorriso de Helena | 03:50 |
| 3. | "Marcha Nupcial" | Geraldo Vandré | Teresa | 04:11 |
| 4. | "Summer Love" | Victor Young, Milton Berle e Bernard Arnold | Teresa | 03:15 |
| 5. | "The End Of The World" | Arthur Kent e Sílvia Dee | Teresa | 04:07 |
| 6. | "Amor Eterno" | Alfredo Borba e Édison Borges | O Direito de Nascer | 03:03 |
| 7. | "Eterna Saudade" | Dillermano Reis | Se o Mar Contasse | 04:42 |
| 8. | "Se Piangi, Se Ridi" | Satti, Marchetti e Mogol | O Cara Suja | 02:59 |
| 9. | "L'erba Canta" | Soffici e Berretta | O Cara Suja | 02:36 |
| 10. | "The War Love" | R. Addinsell | Quando o Amor É Mais Forte | 02:44 |
| 11. | "Romance De Amor" | Jeux Interdits | Alma Cigana | 02:28 |
| Duração total: | 34:24 | |||
Versões
[editar | editar código]- A Selvagem, telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Tupi em 1971, protagonizada por Ana Rosa.
Referências
- 1 2 3 4 Xavier, Nilson. «Alma Cigana». Teledramaturgia. Consultado em 14 de fevereiro de 2026
- 1 2 3 4 LEDESMA, Vilmar (2010). Geraldo Vietri: Disciplina é Liberdade – Coleção Aplauso. [S.l.]: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. p. 55-57. 318 páginas. ISBN 9788570609595
- ↑ Nilton Nascimento (24 de fevereiro de 1964). «Festival de Novelas Colgate». Diário da Noite (SP), ano XXXVIII, edição 11998, Segundo Caderno, página 9. Consultado em 4 de fevereiro de 2024
- ↑ Celito de Grandi (1 de agosto de 1965). «Doutor Albertinho». Diário de Notícias (RJ), ano XLI, edição 124, Segundo Caderno, página 1. Consultado em 4 de fevereiro de 2024