Galeria do Samba - As escolas de samba do Rio de Janeiro - Carnaval d…

archived 13 Apr 2024 20:22:16 UTC
 menu
PT|EN
Galeria do Samba - As escolas de samba do Rio de Janeiro
publicidade
      Grêmio Recreativo Escola de Samba
      G.R.E.S.

Unidos de Vila Isabel

Unidos de Vila Isabel

CARNAVAL DE 1995
enredo
Cara ou Coroa, as Duas Faces da Moeda
autor do enredo
Max Lopes
carnavalesco
Max Lopes
desfile
3ª escola a desfilar | 27/02/95 | Passarela do Samba
resultado
9ª colocada no Grupo Especial (LIESA) com 294 pontos

FICHA TÉCNICA
presidente
Valter Lopes de Carvalho
direção de carnaval
Walter Lopes de Carvalho
direção de harmonia
Jaime Machado
número de alas
32
direção de bateria
Amadeu Amaral (Mug)
ritmistas
320
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira
Márcia e Bira
2º casal de mestre-sala e porta-bandeira
Carla e Leonardo
responsável pela comissão de frente
Cristhofer Sodré
publicidade
SAMBA DE ENREDO
compositores
Evandro Bocão e André Diniz
intérprete
Gera e Jorge Tropical
O cauri que eu vou jogar já foi dinheiro
O salário vem do sal que é tempero
No azul desse mar eu faço meu carnaval
Com a Vila levantando o meu astral


A Vila ao girar sua coroa
Mostra a cara na avenida
E diz que a vida sempre foi um troca-troca
A Arábia em duas faces se escondia
Atraindo pro Oriente os interesses da Europa
Ao aumentar sua fronteiras
Surgiram novas rotas financeiras
O ciclo da moeda refletia
O comércio das especiarias

O "Eldorado Negro", império e tesouro
Taghaza transformava "ouro em pó" em pó de ouro


Renascem da evolução novos filões
Entre o Ocidente e regiões
Daí a cobiça tão viril
Caravelas aportaram no Brasil
Um paraíso, um colírio no olhar
Novo eldorado fez a corte delirar
Pregoeiros de riquezas
Pau-Brasil de mão em mão
Nosso chão virou senzala
Um mercado a escravidão
D. João trouxe o progresso
A inflação deixou de herança
No real, realidade é esperança
publicidade
SINOPSE DO ENREDO
"O mar me deu a pérola, o caurí (búzios) e esse mar me deu o sal, e do sal veio o salário, daí tudo mudou..."

Os árabes iniciavam sua expansão na Espanha, na Pérsia e África. A Europa voltava-se para o outro lado do mundo, para seus contatos de mercado cruzando a Ásia até a China (ouro, seda, açúcar, pimenta e etc.). Na China era o arroz utilizado como moeda, substituído por lingotes de bronze que originaram as moedas.

Gana, era o Eldorado Negro onde existiu o grande império cio ouro, e era o centro de trocas. O sal era transportado pelos árabes que atravessavam o deserto para Taghaza (a cidade de sal) e voltavam carregados de ouro em pó. Com o aparecimento da bússola, por terra e mar, a moeda difundiu-se e foram cunhadas para o comércio internacional, peças em ouro, prata e cobre.

Portugueses e castelhanos se lançaram ao Mar Oceânico e entraram na era dos grandes descobrimentos. Caravelas portuguesas nos mares de Vera Cruz. Está descoberto o BRASIL!

Extração para o escambo, do "Pau-Brasil"
A ibirapitanga (o pau-brasil, chamado pelos índios) adquire valor comercial na Europa, usado como corante. A coroa portuguesa reserva a exclusividade da exploração.

A Colônia
Importavam-se os africanos para que deles fossem feitos os escravos, já que a produção açucareira estava ficando significativa para o comércio português (açúcar, algodão e o fumo). Até esse escravo virou mercadoria, que era vendido a peso de ouro, trocado, empenhado e comprado (mercado de escravos).

A Chegada da Corte
Com a chegada da Corte, o progresso do país foi grande. Fundou-se o Banco do Brasil para emitir o papel moeda, mas D. João VI voltou para Portugal levando todos os valores que o tesouro tinha em caixa (primeira inflação).


A independência foi consumada com os nossos cofres vazios. D. Pedro I estava sem dinheiro algum.


Com D. Pedro II as coisas melhoraram devido ao aumento industrial e agrícola.

O Brasil vira República
Com a chegada da República, a economia entrou em crise causada pela febre das especulações.

Em 1967 o cruzeiro novo ficou no lugar do cruzeiro velho, veio O cruzado e o cruzeiro real.

O fim volta ao começo
Nasce o Real, que como nossa coroa pressupõe realeza, e daí, um Real moderno. Esperamos que essa moeda (Real) restitua-nos à realeza no sentido da ordem e progresso, e seja o ponto de partida para uma realidade mais amena.

Max Lopes

publicidade
  • © 2023 GALERIA DO SAMBA
    RIO DE JANEIRO
    DIREITOS RESERVADOS
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%